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O que o jogo Campo Minado nos revela?

Quem já me viu jogando Campo Minado provavelmente não estranhou o fato de eu ter escrito recentemente sobre A Lógica do Campo Minado, talvez fosse até esperado. Mas agora o assunto é um pouco mais ‘incerto’:

O Campo Minado revela um fenômeno interessante, algo parecido com o que acontece com a escrita: aprendemos a escrever letra por letra, precisando lembrar de cada letra para escrever uma palavra; mas com prática acabamos por escrever super rápido, sem sequer nos dar conta dos vários movimentos que fazemos ao escrever um texto.
No Campo Minado isso também acontece: no começo ficamos contando lentamente os quadradinhos envolta de cada número; mas, quem tem a experiência de ter praticado um pouco mais, sabe que começamos a jogar tão rápido que o limitante deixa de ser a contagem ou o raciocínio e se torna simplesmente a habilidade de manusear o mouse do computador.

Mas qual é a diferença?

No Campo Minado isso não é esperado por exigir de raciocínio lógico:
O fato de conseguirmos adquirir habilidade de escrever rápido com caneta pode até sugerir que sejamos também capazes de tornar-se habilidosos na digitação em computadores, mas não em um jogo lógico.

É isso que torna esse fenômeno interessante no caso do Campo Minado e faz com que as pessoas se surpreendam quando veem alguém jogando num ritmo acelerado. Inclusive tem muita gente que não acredita que o vídeo postado anteriormente (38 segundos no especialista) seja verdadeiro, pensam que foi editado, hehe.

Sobre a concentração durante o jogo

Outro fenômeno interessante é que quem tem prática em Campo Minado é capaz de jogar sem estar concentrado no jogo ou sem sequer estar pensando no jogo.

Eu, por exemplo:

  • jogo conversando (pessoalmente ou pelo telefone);
  • sempre uso o Campo Minado como forma de concentração para:
    – ter inspirações, escrever ou entender um conceito matemático;
    – acalmar os nervos. 😀
Ou seja, eu sempre estou jogando Campo Minado mas dificilmente estou pensando no jogo. Inclusive já bati um recorde enquanto falava no telefone; e, quando fiz o meu melhor tempo que dura até hoje, levei um susto quando a janela abriu para colocar o nome (ela aparece como se fosse mensagem de erro), pois eu nem sei no que estava pensando na hora, nem sequer percebi que estava jogando bem e que estava perto de terminar o jogo.

Ao que tudo indica, esses fenômenos acontecem com muitas (se não todas) pessoas que já dedicaram algum tempo a esse jogo, basta ver quanta gente faz tempos absurdos nesse ranking aqui. Até a minha mãe conseguiu atingir uma habilidade razoável (ela vai me bater quando ler isso, hahaha).

O que esses fenômenos revelam sobre nossas mentes? Será que uma análise disso não teria consequências educacionais para a matemática?

Esta notícia tem 4 comentários

  1. Bom, eu adorei a postagem sobre a lógica do campo minado, até comecei a seguir o blog por causa dela. E nesse post achei que foi descrito com perfeição o "relacionamento" do jogador com o campo minado, as vezes me pego jogando sem nem ao menos ter me tocado de que abri a janela do jogo, é mio compulsivo, mas eu adoro. E realmente não tem nada melhor do bater o meu próprio record, me superar!
    Parabéns pelo blog!

  2. Cris, muito obrigado.

    Quando comecei a ler o teu comentário, "…até comecei a seguir o blog por causa (da outra postagem)…", pensei que depois viria um "mas agora você viajou na maionese" ou qualquer coisa assim, hahahahaha, até deu um frio na barriga 😛

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